Secreto en la montaña y Boi Neon: paisajes, masculinidades y normatividades de género

Palabras clave: identidad de Género, masculinidad, sexualidad, homosexualidad, cine como asunto.

Resumen

El objetivo de esta investigación fue comprender los discursos al respecto del género masculino y la heteronormatividad en dos películas específica: Secreto en la montaña (EUA) y BoiNeon (Brasil). Las dos fueron analizadas a partir de conceptos de performatividad, citacionalidad y subversión de la heternormatividad propuestos por Judith Butler. A pesar de ser producidos en escenarios geográficos diferentes y ser presentadas en momentos históricos distintos, ellas presentan paisajes de género (conjunto de elementos ambientales, sociales, históricos e ideológico, componente de la subjetividad de los individuos) semejantes al respecto de la constitución y ejercicio de la masculinidad. De manera general, los cowboys del Secreto en la Montaña son hombres hipermasculinizados (viriles, trabajadores y agresivos) que aunque mantienen relaciones sexuales no se consideran homosexuales ya que están casados con mujeres y tienen hijos; y los campesinos presentes en Boi Neon también ejercen papeles típicos de hombres heterosexuales a pesar de tener actitudes y representaciones no siempre consideradas heteronormativas por sus géneros. Así, ambas películas tomadas como tecnologías de género (instrumentos de identificación para los sujetos) producen tenciones y cuestionamiento en relación a la heteronormatividad compulsoria y a la masculinidad hegemónica, constituyéndose un importante dispositivo productor y legitimador de subjetividades de género. 

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Publicado
2018-07-01
Sección
La teoría